O guia te dá o mapa — fases, marcos, prompts. Esta página te dá o motor: Planificar → Executar → Avaliar, rodando dentro de cada fase e de cada tarefa, para você nunca trabalhar no piloto automático.
Três movimentos, sempre na mesma ordem. Simples de lembrar, difícil de pular — por isso esta página existe.
Antes de abrir qualquer prompt: o que eu quero desta sessão, como pretendo conseguir, e como vou saber que consegui.
Rode a estratégia — e monitore: está funcionando? Um ajuste consciente por sessão vale mais que dez tentativas no escuro.
Compare com o critério que VOCÊ definiu. E o passo que quase todo mundo pula: redesenhe — o que fará diferente no próximo ciclo. Avaliar sem redesenhar é só dar nota.
O ciclo roda dentro de cada fase e de cada atividade — até o seu planejamento é planejado, executado e avaliado. Perdeu-se? Pergunte: "em qual movimento do ciclo eu estou?"
Uma página não tem como te obrigar — mas o seu squad tem. Esse combinado é o que separa usar IA de aprender com IA: sem ele, a IA melhora a sua entrega e você termina o projeto sem ter crescido. É um efeito real, documentado em estudo experimental (Fan et al., 2025): quem usou IA genérica melhorou o trabalho — sem ganhar conhecimento.
Entenda o problema antes de resolver qualquer coisa.
A cada sessão de trabalho, uma pergunta: a estratégia está me aproximando do critério? Se não: ajuste UMA coisa (a pergunta, a persona, a fonte) e registre o ajuste.
Só avance depois das duas respostas — elas são a primeira coisa que você relê ao abrir a PoC.
Uma hipótese, uma prova — sem enfeite.
PoC que cresce virou MVP antes da hora. A cada sessão: isto testa a hipótese, ou é enfeite?
Do corte certeiro ao Demo Day.
Cada sessão termina com: "o que disto entra no pitch de 7 minutos?"
Essa última resposta é o seu maior aprendizado do programa — guarde-a.
Fase 1 — Marina abriu o primeiro prompt sem responder as três perguntas. Duas semanas depois tinha 40 páginas de pesquisa e nenhuma frase que resumisse o problema. Travou. Voltou, escreveu a frase — e metade da pesquisa foi para o lixo sem dó.
Fase 2 — na PoC, adotou o "um ajuste por sessão". Na terceira sessão percebeu que a persona errada estava respondendo: trocou UMA coisa, e a semana rendeu o dobro.
Fase 3 — no fechamento da PoC escreveu: "no MVP, começar pelo fluxo que o cliente vê, não pela arquitetura". Foi essa frase — não um prompt genial — que fez o Demo Day dela.
O truque cabe no bolso: o ciclo, escrito, toda vez.
O ciclo é o modelo PLEA (Planificação–Execução–Avaliação) de Pedro Rosário (Universidade do Minho), da linha de Autorregulação da Aprendizagem (Zimmerman/Bandura) — incluindo a assinatura do modelo: o ciclo roda dentro de cada fase, e a avaliação termina em redesenho de estratégia, não em nota. O alerta da preguiça metacognitiva vem de estudo experimental publicado (Fan et al., 2025, BJET).
Rótulo de honestidade: a teoria é dos autores (fatos verificados); a adaptação ao Onion Pulse (checkpoints, regra do squad, Marina) é camada aplicada pela vertical educacional do Sistema Onion — F1, 2026-07-05.